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Leitura criativa

Mostre para seus alunos como a leitura pode ser algo prazeroso e significativo, que os ajuda a aprender palavras, escrever melhor e conhecer muitas coisas sem sair do lugar

Por Denize Guedes


Objetivos:
Despertar o interesse pela leitura e incentivar seu hábito
Estimular a criatividade com a imaginação de situações, lugares e personagens
Enriquecer o vocabulário e desenvolver a escrita
Ampliar o olhar sobre o universo cultural

 

 

A leitura é um dos objetivos básicos do Ensino Fundamental I. Como é nessa fase que o hábito é sistematizado e desenvolvido, uma forma de torná-lo mais atrativo para os alunos pode ser a aplicação de atividades criativas. "Isso é mais prazeroso para a criança, que fica com vontade de participar e se sente mais estimulada. E, quanto mais diversificadas forem as atividades, maior a chance de se atender aos diversos interesses", defende Rosa Ignarro Elias, coordenadora pedagógica do 3º ao 5º ano do Colégio Sion, de São Paulo.
Na mesma linha, a professora Cleide Aparecida Vilarinho Takaasi acredita que "os alunos necessitam de atividades criativas e interessantes, que despertem em cada um deles a curiosidade e o interesse em aprender a partir da leitura". Não à toa, em 2007 ela desenvolveu um projeto com alunos do 3º ano da Escola Municipal Professor Henrique Zollner Netto, em Assis, SP, que foi homenageado pela secretaria municipal de Educação e é referência até hoje. Batizado de Leiturando, o projeto trabalha rodadas de leitura de diferentes obras e inclui uma paródia do quadro Soletrando, do programa Caldeirão do Huck, da TV Globo.
A seguir, confira propostas diferentes de incentivo à leitura do Colégio Sion, da Escola da Vila, também da capital paulista, e o passo a passo do projeto Leiturando. Variando a intensidade e a profundidade, todas elas podem ser aplicadas às séries do Fundamental I.

 

Roteirize e encene o que se lê
No Sion, alunos do 4º ano aprenderam sobre o Descobrimento do Brasil de uma maneira diferente. Partindo da leitura do conteúdo do livro didático, tiveram de montar um roteiro e encenar o que leram. "Tendo o livro como disparador, a primeira etapa se constituiu de uma aula expositiva sobre o tema, divisão de grupos de pesquisa (sobre o colonizador, o índio, os costumes etc.) e coleta de dados na biblioteca e na internet", explica Rosa. O segundo momento, já numa nova aula, foi dedicado à socialização das informações com os colegas e à elaboração dos roteiros pelos alunos - tudo com orientação da professora, que também os direcionou a pensar sobre quem cuidaria do figurino, do cenário e das falas. Na última etapa, na aula seguinte, destinou-se um tempo para as crianças experimentarem os acessórios característicos que haviam levado (um colar de índio e um chapéu para simular o colonizador, por exemplo) e para ensaio. Por fim, os grupos encenaram o roteiro que haviam desenvolvido a partir da leitura. "As crianças ficaram felizes, sentindo-se importantes", lembra a professora.

 

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