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Dinheiro na mão

A educação financeira precisa começar cedo. Conheça atividades que ajudarão os pequenos a desenvolver desde já uma relação saudável e consciente com o consumo

Ana Paula Severiano


Objetivos:
Relacionar a educação financeira ao currículo escolar
Dar os primeiros passos na construção dos conceitos de empreendedorismo, investimento e poupança

Estimular a organização, a cooperação e o trabalho em equipe
Trabalhar a interdisciplinaridade

 

Aplicações, rendimentos, juros, inflação. Esse vocabulário desafia até mesmo adultos que já administram as próprias contas. Imagine só adaptar esse conteúdo para a realidade dos pequenos. Por sua aparente dificuldade, a educação financeira é muitas vezes excluída do currículo escolar e também não faz parte das conversas familiares. Entretanto, a relação com o dinheiro, em qualquer classe social, começa cedo e não há por que adiar a discussão. O importante é lançar mão de atividades práticas e lúdicas, além de usar uma linguagem acessível, diferente daquela que aparece no noticiário sobre economia. "A educação financeira é uma ótima oportunidade para os professores discutirem, por exemplo, valores e crenças", afirma Clarissa Candiota, psicopedagoga e assessora da Secretaria de Educação de Porto Alegre. Para ela, é possível abrir espaço nas aulas para falar sobre ética, corrupção e consumo. O essencial é que os conceitos sejam construídos gradativamente com o grupo, sempre explorando a criatividade infantil. Silvia Alembert, diretora da consultoria The Money Camp, que formou professores em colégios como o Dante Alighieri, em São Paulo, completa: "O tema pode ser abordado de maneira transversal, com o professor usando livros ou associando atividades artísticas aos temas financeiros". Veja a seguir algumas propostas de atividades separadas por faixa etária.

 

Dica esperta 1
A bibliografia ainda é escassa, mas já há livros sobre educação financeira escritos especialmente para o público infantil. Entre eles O Poço dos Desejos (Editora Mais Ativos, 19 páginas) e O Pé de Meia Mágico (Editora Mais Ativos, 19 páginas), ambos de Álvaro Modernell. Trabalhe também com o texto "Como se fosse dinheiro", de Ruth Rocha (disponível no site oficial da autora: http://www2.uol.com.br/ruthrocha/historias_16.htm).

No portal MaisAtivos (www.maisativos.com.br), leia artigos e aproveite as dicas de brincadeiras na sala de aula.

Em www.educacaofinanceira.com.br, a consultora Cássia D'Aquino relaciona a educação financeira aos PCNs.

 

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