Comportamento

Envie para um amigoImprimir

Jogos cooperativos

Como competir é importante, mas cooperar é fundamental, então, que seja um por todos e todos por um!

Por Juliana Lambert


Objetivos:
Desenvolver a noção de influência das ações individuais sobre o todo e a consciência necessária para agir de acordo com o objetivo de um grupo;
Exercitar a convivência, a parceria, a cooperação e a responsabilidade;
Possibilitar o estabelecimento da comunicação necessária para o delineamento de estratégias;
Trabalhar o desapego a regras anteriores;
Oferecer espaço para a criatividade e disponibilidade para o novo.

Faixa etária: a partir do 1º ano.



Foto: Cris Santos


Quando as crianças chegam ao Ensino Fundamental, elas ainda são egoístas e se sentem como o centro do universo. Durante as brincadeiras e jogos, mesmo quando interagem com os demais coleguinhas, elas raramente concedem e cooperam. Como esse tipo de comportamento precisa ser trabalhado, inclusive para evitar futuras frustrações e até inabilidades sociais, embora exista uma série de recursos, entre eles se destaca os jogos cooperativos, que podem ser facilmente introduzi-los na dia a dia escolar.


Considerados ideais para combater a excessiva valorização dada ao individualismo e à competição exacerbada, que ocorre tanto na escola quanto na sociedade, durante a aplicação deles, não há vencedores nem vencidos, pois eles apenas exigem a cooperação dos participantes. Dessa forma, ao mesmo tempo em que divertem a criançada, diretamente, eles ainda proporcionam o esenvolvimento cognitivo e motor, enquanto que, indiretamente, também despertam a ideia de cooperação e sua importância para o relacionamento humano.

Para saber mais:
150 Jogos Não Competitivos para Crianças - Cynthia Mac Gregor (Editora Madras)
Brincando e Aprendendo com Jogos Cooperativos - Reinaldo Soler (Editora SPRINT)
Educação Para a Paz: Promovendo Valores Humanos na Escola Através da Educação Física e dos Jogos Cooperativos - Carlos Velázquez Callado. (Editora Projeto Cooperação)



A origem dos jogos cooperativos:
Embora a sistematização desses tipos de jogos, tenha ocorrido a partir de vivências e experiências do norte-americano Ted Lentz na década de 50, segundo Terry Orlick, pesquisador canadense que, a partir do inicio de 1970, desenvolveu o princípio dos jogos cooperativos atuais - cujos elementos primordiais são: a cooperação, a aceitação, o envolvimento e a diversão -, eles existem a milhares de anos, tanto que membros das comunidades tribais sempre se uniram para celebrar a vida. Por sua vez, Fábio Otuzi Brotto, um dos precursores brasileiros da modalidade, explica que, os Inut (Alasca), Aborígenes (Austrália), Tasaday (África), Arapesh (nova Guiné), além de índios norte-americanos e brasileiros, ainda praticam a vida cooperativa, por meio da dança, jogos e outros rituais.


Jogos tradicionais X jogos cooperativos

Os primeiros, na maioria das vezes, se resumem apenas em competições. Já os segundos requerem somente cooperação, mesmo quando há coalizões (nome dado as equipes) que tentam chegar a um objetivo comum. Mas para entender a fundamentação e os benefícios que os jogos cooperativos trazem, basta observar o quadro comparativo que segue e, então, envolver as crianças em atividades que exigem colaboração no momento de atingir uma meta pré-estabelecida.

Divertem apenas algumas crianças.
Algumas crianças se sentem perdedoras.
Algumas são excluídas por falta de habilidades especificas.
Estimulam a desconfiança e o egoísmo.
Criam barreiras entre as crianças.
Os perdedores saem e apenas observam a atividade, na maioria das vezes, de forma apática.
Estimulam o individualismo e o desejo de se mostrar superior ao outro.
Reforçam sentimentos de depreciação, rejeição, incapacidade e inferioridade entre os perdedores.
Fortalecem o desejo de desistir frente às dificuldades.
Poucos são bem-sucedidos.

Divertem todas as crianças.
Todas as crianças se sentem ganhadoras.
Todas se envolvem de acordo com suas próprias habilidades.
Estimulam o compartilhar e o confiar.
Criam pontes entre as crianças.
Os jogadores ficam juntos e desenvolvem suas capacidades, até o jogo se encerrar por si mesmo.
Ensinam a ter senso de unidade e solidariedade.
Desenvolvem e reforçam conceitos de "AUTO" (autoestima, autoaceitação etc.)
Fortalecem o desejo de perseverar frente às dificuldades.
Todos encontram um caminho para se desenvolver.

PÁGINAS :: 1 | 2 | Próxima >>

Receba sempre em primeira mão nossas novidades e conteúdo exclusivo.