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Sondagem da escrita

As investigações sobre a psicogênese da língua escrita1 permitem ao professor atuar como um mediador eficaz no processo ensino-aprendizagem


Periodicidade da sondagem
Para acompanhar as etapas de evolução e aprendizagem de cada criança, a avaliação diagnóstica deve ser feita com regularidade - uma vez a cada 15 dias ou uma vez por mês. Durante a aplicação do processo, apenas dite para que os alunos possam escrever da maneira que acreditam ser a correta. Nunca interfira na grafia de nenhum deles, pois é a análise da forma individual de escrever que determina o nível em que cada criança se encontra e seus consequentes avanços.

 

 

As ideias da educadora argentina
Uma das principais consequências da absorção da psicogênese da língua escrita na alfabetização é a recusa ao uso das cartilhas que, segundo Emilia Ferreiro, oferecem um universo artificial e desinteressante às crianças. Portanto, a compreensão da função social da escrita deve ser estimulada com o uso de textos da atualidade, livros, histórias, jornais, revistas etc.

 

Anote!
Após a avaliação da primeira sondagem, divida a criançada de acordo com o nível apresentado e, então, passe a aplicar as sugestões de atividades que seguem - tanto aqui quanto na seção de Português -, para agilizar o processo de aprendizagem. Mas observe o desempenho de cada uma delas durante os exercícios e se, necessário, dedique alguns minutos a algumas, preferencialmente de forma individual. Após a segunda sondagem, para obter sucesso no processo, remaneje os grupos conforme a evolução individual dos alunos.

 

Prontidão para a escrita
Como ela se dá por meio da percepção (capacidade de discriminar sons e sinais, por exemplo) e da motricidade (coordenação, orientação espacial etc.) infantil, o ato de saber desenhar as letras deve se desenvolver em conjunto com a compreensão da natureza da escrita e sua organização.

 

 

Dicas para a realização do processo
Foto: Itaci Batista
Entregue uma folha de sulfite ou pautada para cada aluno e, então, peça para cada qual colocar o seu nome (é conveniente identificar as folhas antes ou após a sondagem para saber corretamente a quem ela pertence).
Em seguida, dite algumas palavras para que possam escrever.
Depois, solicite individualmente que façam a leitura da palavra, apontando com o dedo o que foi escrito.
No término da primeira sondagem, registre em uma ficha (tem um exemplo que pode ser xerografado no pôster) a forma como o aluno leu (global ou silabicamente), a fase de escrita em que ele se encontra e outras informações importantes.
Guarde a ficha até a próxima sondagem, repita novamente o procedimento e, na sequência, registro os avanços dos alunos.

 



Desempenhos díspares
Quando apresentados por crianças de classes sociais diferentes durante a alfabetização, eles não revelam capacidades desiguais, mas o acesso maior ou menor a textos lidos e escritos desde os primeiros anos de vida. Logo, vale a pena ressaltar que, em seus estudos, tanto Emilia Ferreiro quanto a pedagoga espanhola Ana Teberosky encontraram crianças que mostram uma sequência de três níveis evolutivos; em outras, uma sequência de apenas dois níveis - por exemplo, do pré-silábico ao silábico, ou do pré-silábico ao silábico alfabético, saltando um deles - ou, ainda, em menor número, crianças que passam diretamente do nível pré-silábico ao alfabético.

 

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