Entrevista

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O ensino religioso nas escolas

Independente do tipo de crença, ele se faz fundamental para a formação ética e moral da criança, desde que não se transforme em uma aula de religião ou queira impor uma doutrinação


Objetivos:
Propor o conhecimento e a compreensão do fenômeno religioso como fato cultural e social, bem como uma visão global de mundo e de pessoa.
Promover o respeito às diferenças no convívio social.

Valorizar o direito de cidadania dos indivíduos, dos grupos e dos povos, como condição de efetivo fortalecimento da democracia.

Faixa etária:
Crianças a partir do 1° ano.

 

Foto: Arquivo Pessoal
O professor Luciano Narciso Mendes se coloca à disposição para esclarecer qualquer dúvida. Contate-o pelo email lucianonarcisomendes@yahoo.com.br ou pelo site www.ministerioinfantil.com.br

A sociedade moderna vive uma crise de valores sem precedentes. Embora essa constatação não tenha nada de original, em paralelo, as famílias também têm perdido o controle e o limite dos filhos, o que torna essa situação mais evidente na escola. Mas para inserir o ensino religioso nesse contexto é preciso se ater às orientações da legislação, cujo princípio básico dita que a Educação, dever da família e do Estado, deve ser inspirada nos princípios de liberdade e nos ideais de solidariedade, cuja finalidade é o pleno desenvolvimento do educando, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho. Para entender como tornar o processo possível, confira a entrevista do professor Luciano Narciso Mendes, que realiza um profícuo trabalho social, com base no ensino religioso, com crianças da periferia.

 

Anote!
Apesar de polêmico, o ensino religioso deveria ser implantado nas escolas de acordo com a Nova Lei de Diretrizes e Bases da Educação em seu artigo 33 - Lei n° 9.394, de 20 de dezembro de 1996, com redação dada pela Lei n° 9475, de 22 de julho de 1997: Art. 33 - O ensino religioso, de matrícula facultativa, é parte integrante da formação básica do cidadão e constitui disciplina dos horários normais das escolas públicas de ensino fundamental, assegurado o respeito à diversidade cultural religiosa do Brasil, vedadas quaisquer formas de proselitismo.

 

Sobre o professor Mendes
Ele começou seu trabalho em conjunto com a igreja evangélica Assembleia de Deus, para atender crianças na favela do Heliópolis (hoje Comunidade do Heliópolis), zona Sul de São Paulo, onde morava com a esposa e o filho. Segundo o que ele nos conta, ainda criança, na década de 1980, sentiu a exclusão na pele, de acordo com os olhares, falas e entrelinhas de terceiros, por pertencer a uma classe inferior. Depois, ao se tornar adolescente, começou a trabalhar com as crianças do bairro, momento em que ensinava por meio das histórias bíblicas, valores de cidadania, respeito e solidariedade. Até hoje, permanece nessa luta, por defender o "direito de sonhar" que toda criança tem, inclusive no momento de escolher seu próprio destino.

 

 

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